Por isso demandam cuidado.
As palavras podem mostrar-se insuficientes, poucas, na medida, demais ou exageradas. E dificilmente elas representarão exatamente o que você deseja. E daí surge o mal-entendido, o que causa dor, a discórdia, a mágoa...
Fui educada aprendendo a medir o que dizer, não a deixar de dizer, repito, a MEDIR o que dizer. Junto a essa lição, meus pais me ensinaram que existe jeito e hora certa pra expressar o que penso. Não acho isso ruim. Aprendi a dizer o que passa em minha cabeça fazendo o máximo para não magoar as pessoas ao meu redor - o que infelizmente, não quer dizer que nunca o tenha feito, tenho meus “ataques de sinceridade”. Mas me esforço e me sinto orgulhosa por isso.
Porém, das “lições de palavras”, CALAR talvez seja a que mais tenho absorvido nos últimos anos. O silêncio é a forma mais eficiente de falar sem ferir. Pode ser, e muitas vezes é, doloroso agüentar determinadas coisas sem revidar... Mas é a forma mais eficaz que encontrei para de deixar de ser egoísta e não machucar o outro [ou de ser egoísta e não querer soltar coisas das quais me arrependerei depois].
Acho importante que as pessoas digam o que pensam, principalmente por odiar ficar imaginando o que passa pela cabeça do outro – até porque minha imaginação trabalha arduamente nessa tarefa e chega a resultados mirabolantes. E não quero com esse texto encorajar vocês, meus amigos, a calar-se o tempo todo. Como disse no início, isso é só um desabafo de uma noite de pouco sono.
Já dizia a raposa ao conversar com o Pequeno Príncipe no jardim de rosas:
“A linguagem é uma fonte de mal-entendidos.”
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Texto antigo, mas ainda acho válido.